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Cooperativas da Fecoagro buscam alternativas no fornecimento de insumos
Missão ao Paraguai abre caminho para novas parcerias e redução de custos no campo
Sempre em busca de alternativas para reduzir os custos de produção dos agricultores associados, a Fecoagro organizou uma missão com 40 profissionais
e dirigentes de cooperativas filiadas ao Paraguai. O grupo visitou uma indústria de defensivos agrícolas localizada em Villeta, na região metropolitana de Assunção, a maior do segmento no país, pertencente a três empresários brasileiros do norte do Paraná, da família Sarabia.
Os cooperativistas catarinenses conheceram a estrutura e o portfólio da Tecnomyl, considerando que está em discussão uma possível parceria para a distribuição de defensivos em Santa Catarina, por meio da Fecoagro. A iniciativa surge como mais uma alternativa de suprimento aos agricultores, com produtos de qualidade e maior competitividade no mercado.
O CEO da Tecnomyl, um dos proprietários da empresa, Marcos Sarabia, conduziu a visita técnica durante mais de três horas, apresentando todo o processo produtivo, que inclui herbicidas, inseticidas, fungicidas e uma nova planta de biodefensivos.
Em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil, o grupo também visitou a empresa Agrofertil, principal exportadora de milho e trigo para cooperativas catarinenses. O objetivo foi conhecer a estrutura e discutir a ampliação da oferta de milho paraguaio para atender as cooperativas e agroindústrias do estado.
O presidente da Fecoagro, Arno Pandolfo, que liderou a comitiva, destacou a importância da parceria para diversificar a oferta de insumos aos produtores rurais. “Todo mundo gostou do que viu. A empresa abriu as portas e tenho certeza de que essa parceria tem grande potencial. O produtor pode esperar um produto de qualidade, que vem para somar resultados, com menor custo. Será positivo para o produtor, para a cooperativa e para a empresa fornecedora”, afirmou.
Articulação institucional
O presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta, ressaltou o papel estratégico da iniciativa para o cooperativismo catarinense. “Buscar alternativas de fornecimento e fortalecer parcerias internacionais é fundamental para garantir competitividade ao nosso produtor. O cooperativismo tem essa capacidade de se organizar, gerar escala e construir soluções conjuntas que impactam diretamente na sustentabilidade econômica do campo”, destacou.
O secretário de Estado da Agricultura, Ademir Dalla Cort, acompanhou a comitiva em todas as visitas. Ele reconheceu a preocupação do setor e afirmou que, embora o tema envolva competências do governo federal, irá articular com as lideranças políticas para agilizar a conclusão da aduana, reduzindo os entraves na fronteira em Foz do Iguaçu.
“Estreitar laços com a Fecoagro e com a OCESC é papel do governo do Estado. Precisamos trabalhar juntos, identificar gargalos e construir soluções que garantam mais eficiência e competitividade ao produtor rural catarinense”, disse.
Santa Catarina necessita de milho para abastecer suas agroindústrias. Apesar de o produto estar próximo, na região paraguaia, ainda enfrenta dificuldades para chegar ao Oeste catarinense devido a entraves burocráticos e operacionais na fronteira brasileira.
Fonte: Fecoagro
Editado por: Assessoria de comunicação Sistema OCESC