Ramo Transporte
Fique por dentro do ramo Transporte
Ramo Transporte
Fique por dentro do ramo Transporte
Destaques
08/05/2026
Sistema OCESC realizou seminário voltado ao ramo Transporte
Especialistas abordaram impactos da reforma tributária, governança e fiscalização no transporte cooperativista O Sistema OCESC promoveu na última quarta-feira, 06, um evento destinado ao ramo transporte, reunindo especialistas para debater temas estratégicos que impactam diretamente a atuação das cooperativas catarinenses. O seminário “Transporte em Transformação: Desafios, Custos e Sustentabilidade do Setor” contou com a participação dos representantes do Sistema OCB, Amanda Oliveira Breda Rezende, Luiza Muniz Navarro Mesquita e Tiago de Barros Freitas, que abordaram, respectivamente, os temas reforma tributária; sustentabilidade e ESG; renovação de frota e fiscalização no setor de transporte. Abrindo a programação, Amanda apresentou uma análise atualizada sobre a reforma tributária. Destacou que o tema tem sido amplamente discutido no país e envolve mudanças significativas. Entre os principais pontos, ressaltou a criação de novos tributos e a regulamentação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) por estados e municípios, o que resultará em um novo conjunto de normas. No contexto das cooperativas, Amanda enfatizou avanços importantes, especialmente a previsão de regimes específicos de tributação. Segundo ela, essas medidas visam assegurar a não incidência de tributos sobre atos cooperativos e permitir o aproveitamento de créditos ao longo da cadeia. “O objetivo é garantir mais segurança jurídica e reduzir a complexidade tributária”, destacou. A especialista também chamou atenção para os impactos no setor de transporte, como o tratamento do transportador autônomo de cargas e a relação entre cooperativa e cooperado, além dos desafios ainda existentes, principalmente quando o cooperado não é contribuinte. Outro ponto levantado foi a respeito da necessidade de adaptação aos novos sistemas fiscais e ao cumprimento das obrigações acessórias. Na sequência, Luiza abordou a importância da sustentabilidade e das práticas de ESG (ambiental, social e governança) no cooperativismo. Ela destacou que o fortalecimento das cooperativas passa pela adoção de pilares estratégicos como governança, conformidade legal e sustentabilidade. Luiza também apresentou as iniciativas do Sistema OCB voltadas à avaliação do nível de maturidade das cooperativas e destacou casos de sucesso no setor de transporte, com cooperativas já reconhecidas por boas práticas. “A sustentabilidade vai além da questão ambiental, ela envolve também aspectos econômicos e sociais, sendo essencial para garantir a perenidade e a competitividade das cooperativas”, ressaltou. Encerrando o seminário, Tiago trouxe o programa de renovação de frotas e a reflexões sobre a fiscalização e os desafios enfrentados pelo setor de transporte. Ele destacou que o ambiente competitivo exige das cooperativas uma estrutura de governança cada vez mais robusta e processos bem-organizados. Tiago alertou para o aumento da fiscalização e reforçou a importância da organização documental e operacional desde o início das atividades. Também abordou questões regulatórias relevantes, como a relação entre cooperativa e cooperado, o cumprimento do piso mínimo de frete e demais obrigações legais. “O foco deve estar na prevenção. Uma cooperativa bem estruturada reduz significativamente os riscos de autuações e garante maior segurança nas operações”, enfatizou. Fonte: Assessoria de comunicação Sistema OCESC
19/03/2026
Ministério dos Transportes e ANTT endurecem fiscalização do piso mínimo do frete e ampliam exigências para transportadores
O Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) anunciaram nesta quarta-feira, 18, um pacote de medidas para reforçar a fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário e aplicar punições mais rigorosas a infratores reincidentes.
“O reforço da fiscalização exige atenção imediata das cooperativas às rotinas de conformidade e aos critérios de contratação. O endurecimento das sanções eleva o risco operacional para quem não comprova o cumprimento do piso mínimo e reforça a necessidade de controles internos, organização documental e alinhamento com contratantes. Ao mesmo tempo, a medida ajuda a reduzir distorções e concorrência desleal, que penalizam quem atua corretamente”, afirma o Coordenador Técnico do Ramo Transporte do Sistema OCESC, Aureo Tedesco.
Entre os principais eixos está a ampliação do monitoramento eletrônico do frete, viabilizada por integração de dados com os fiscos estaduais via Confaz, o que amplia a capacidade de identificação de irregularidades em escala nacional. O governo também informou que pretende alcançar fiscalização eletrônica integral das operações e adotar novas penalidades para infratores contumazes.
De acordo com os dados divulgados, o volume de fiscalizações eletrônicas cresceu de forma expressiva e, nos últimos meses, houve aumento relevante no número de autuações e no valor de multas aplicadas, em um esforço para elevar o cumprimento da tabela do frete mínimo.
Além do reforço tecnológico, o pacote prevê sanções mais severas e mecanismos para impedir a continuidade de práticas reiteradas de descumprimento da tabela. A ANTT citou medidas voltadas à responsabilização de reincidentes e à exigência de informações consistentes para autorizar a operação, com reforço de fiscalização eletrônica e presencial.
Impacto para cooperativas de transporte
Para as cooperativas de transporte, o novo cenário tende a aumentar a importância de três frentes:
Conformidade operacional e documental: manutenção de registros, evidências de contratação e controles internos que sustentem a regularidade das operações frente ao cruzamento eletrônico de dados.
Gestão de risco e relacionamento com contratantes: revisão de práticas de contratação e negociação para evitar tentativas de pagamento abaixo do piso mínimo e reduzir exposição a autuações e restrições.
Concorrência mais equilibrada: com fiscalização mais ampla e sanções mais firmes, o ambiente tende a desestimular práticas irregulares que pressionam preços e geram assimetria competitiva no mercado.
A política do piso mínimo do frete está vinculada à Lei nº 13.703/2018, citada na comunicação oficial como base do modelo de cálculo e dos coeficientes por quilômetro rodado.
Fonte: Assessoria de Comunicação Interna do Sistema OCESC.
03/02/2026
Carrapicho na soja é um risco real que pode barrar a produção
Departamento Técnico da Coocam alerta para manejo e controle da espécie infestante, com atenção máxima antes da colheita
A presença de carrapicho nas lavouras de soja deixou de ser um problema pontual para se tornar uma ameaça concreta à comercialização do grão. Segundo o gerente do Departamento Técnico da Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam), Silvio Zanon, a equipe do departamento técnico acompanha, safra após safra, o aumento no número de cargas contaminadas. “Todo ano temos problemas e esse problema não é pontual da Coocam. Portanto, é importante lembrar que o impacto não é apenas produtivo, mas também atinge o bolso do produtor e a credibilidade do produto no mercado”, alerta. Na prática, esse cenário pode deixar o sojicultor sem destino para a produção, gerando prejuízos imediatos e significativos.
O carrapicho é uma espécie infestante proibida por legislação. Nesses casos, as cooperativas estão legalmente impedidas de receber grãos contaminados, assim como indústrias e portos, o que resulta na rejeição imediata da carga. “Se essa soja com presença de carrapicho chega ao porto ou à indústria, a carga é devolvida. Ou seja, não podemos receber e esse grão fica sem mercado”, explica Silvio Zanon.
Além do bloqueio comercial, o carrapicho representa um risco à saúde animal e humana. Quando a soja contaminada é processada para óleo, farelo ou ração, a moagem conjunta com sementes da espécie pode causar danos nutricionais, toxicológicos e sanitários. “Já foi identificado que, se o carrapicho for moído junto, ele traz prejuízos tanto para a saúde humana quanto para a saúde animal. O carrapicho é uma planta tóxica.”, enfatiza o gerente técnico.
Os prejuízos, no entanto, começam ainda no campo. O agrônomo da Coocam lembra que a planta infestante compete diretamente com a soja por água, luz e nutrientes, reduzindo produtividade e rendimento. “Onde a infestação é maior, a perda é inevitável. Ou seja, quem ignora o problema perde duas vezes: na lavoura e na comercialização. Por isso, a tolerância é zero. Não pode ter carrapicho no grão”, reforça.
Manejo antecipado é a única forma de evitar perdasA Coocam reforça que o manejo precisa ser antecipado e estratégico. O primeiro passo é o monitoramento constante da lavoura, especialmente em bordaduras, áreas úmidas, beiras de contenção e locais com histórico da infestação. Havendo ocorrência, o controle pode ser mecânico, em situações pontuais, ou químico, com uso de herbicidas adequados. “O controle químico com glifosato apresenta bons resultados e custo acessível, mas precisa ser feito no momento certo”, orienta o agrônomo.
O alerta mais importante é claro e direto. Controlar carrapicho apenas na dessecação da soja é tarde demais. “Se a semente do carrapicho já está formada, ele vai contaminar a soja da mesma forma. O controle precisa ser antecipado”, enfatiza Silvio Zanon. Diante do elevado número de registros de contaminação na última safra, a Coocam intensifica esta campanha porque o risco é coletivo. Quem não realizar o manejo corretamente pode ficar sem mercado.
Legislação é rígida e não permite exceçõesNo Brasil, existe uma regulamentação específica sobre sementes proibidas, que inclui diversas espécies infestantes cuja presença em cargas agrícolas é vedada. A legislação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) estabelece critérios rigorosos para a produção, comercialização e transporte de sementes e grãos. A Instrução Normativa nº 46/2013 lista espécies cujas sementes não podem estar presentes em grandes culturas, justamente para evitar riscos sanitários, ambientais e comerciais. Nesse contexto, o carrapicho é classificado como uma espécie que deve ser rigorosamente evitada, reforçando que não se trata de uma regra da Coocam, mas de uma obrigação legal válida para todo o setor.
Fonte: Assessoria de Comunicação Coocam.
02/02/2026
Copercampos inicia testes com drone agrícola no Campo Demonstrativo
A Copercampos recebeu, no dia 27 de janeiro, um drone agrícola DJI Agras T50 da empresa DR Drones para utilização no campo demonstrativo da cooperativa. O equipamento passa a ser utilizado pela equipe técnica com o objetivo de validar sua eficiência e aplicabilidade no manejo das culturas de verão e de inverno, contribuindo para a avaliação prática dessa tecnologia no campo. A entrega do drone foi acompanhada pelo proprietário da DR Drones, Daniel Borghesan.
Durante o período de testes, serão avaliados diferentes aspectos operacionais do equipamento, como altura de aplicação, vazão e qualidade de cobertura, entre outros parâmetros técnicos. A proposta é comparar os resultados obtidos com métodos tradicionais, identificando vantagens, limitações e ajustes necessários conforme o tipo de cultura e o estágio de desenvolvimento das lavouras.
O DJI Agras T50 conta com alta capacidade de carga, sistema de pulverização com dupla atomização, elevada vazão e possibilidade de uso para o espalhamento de sólidos, como fertilizantes. Além disso, o equipamento possui sensores avançados de detecção de obstáculos e sistema de seguimento de terreno, o que garante maior segurança e precisão durante os voos, inclusive em áreas com topografia irregular.
Outro diferencial do drone está na integração entre mapeamento e aplicação, permitindo a criação de rotas automatizadas e repetíveis. Essa funcionalidade contribui para maior uniformidade nas operações e melhor aproveitamento dos insumos, reforçando o potencial da tecnologia para otimizar o manejo agrícola.
“Com a validação em campo, a Copercampos busca gerar informações técnicas confiáveis que possam orientar produtores e associados sobre o uso de drones na agricultura, reforçando o compromisso da cooperativa com a inovação, a eficiência produtiva e o uso responsável de tecnologias no campo. Os resultados dos testes realizados no campo demonstrativo deverão servir de base para futuras recomendações e ações de difusão tecnológica. Agradecemos à DR Drones por disponibilizar esse equipamento, que contribuirá para a pesquisa em nossa área experimental”, destaca Fabrício Jardim Hennigen, gerente de Assistência Técnica.
Fonte: Assessoria de Comunicação Copercampos.
Números
Números
Com mais de 20 anos de existência, o ramo reúne cooperativas destinadas a organizar a prestação de serviços de transporte de cargas ou passageiros, cujos cooperados são donos ou têm permissão para uso do veículo. Seja ao pegar um táxi ou ônibus, na hora de contratar um serviço de entrega ou na procura de quem faça o transporte escolar: há sempre uma cooperativa de transporte atuando e oferecendo um serviço de referência. Elas nasceram como um caminho para a organização, profissionalização e liberdade dos pequenos e médios transportadores. Atualmente, o ramo também engloba cooperativas que se dedicam ao transporte turístico, oferecendo os serviços de transfers e passeios de bugue, por exemplo.
33
Cooperativas
7.933
Cooperados
550
Empregos
Quer conhecer os demais números do
Ramo Transporte?

Mobilidade com propósito
Veja como as cooperativas de transporte geram oportunidades e melhoram a mobilidade urbana e rodoviária.