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Mão de obra estrangeira ganha espaço no cooperativismo agropecuário
Alfa conta com 82 trabalhadores estrangeiros e tecnologia será a solução para sustentar o crescimento.
A busca por mão de obra tem se tornado um dos principais desafios para empresas e cooperativas do agronegócio brasileiro. Na Cooperalfa, embora os trabalhadores estrangeiros representem atualmente uma parcela pequena do quadro funcional, sua presença já faz parte da estratégia de recrutamento da
cooperativa, especialmente em setores com maior dificuldade de contratação.
De acordo com o presidente da Cooperalfa, Romeo Bet, a cooperativa possui hoje 82 trabalhadores estrangeiros entre seus 4.747 colaboradores, o equivalente a 1,7% do total de funcionários. Segundo ele, a contratação de profissionais vindos de outros países começou como uma alternativa para atender demandas específicas de mão de obra, mas passou a integrar de forma permanente os processos de seleção à medida que a cooperativa ampliou suas atividades e encontrou dificuldades para preencher determinadas vagas com trabalhadores locais. “O recrutamento de estrangeiros deixou de ser uma medida pontual e passou a fazer parte do sistema de seleção de recursos humanos da Cooperalfa”, afirma.
Supermercados concentram maior demanda
Atualmente, na Cooperalfa, o setor que mais depende da mão de obra estrangeira é o de supermercados. A principal razão está relacionada às escalas de trabalho aos fins de semana, condição que, segundo a gerente de RH, Janete Volpatto, costuma ser rejeitada por uma parcela significativa dos trabalhadores brasileiros.
A dificuldade de contratação também se manifesta em outras áreas operacionais. O presidente destaca que os silos da Cooperalfa e as agroindústrias, como a Aurora Coop, enfrentam desafios semelhantes para atrair profissionais dispostos a trabalhar em horários e escalas diferenciadas.
Já no setor industrial da cooperativa, a participação de trabalhadores estrangeiros ainda é reduzida. Apenas seis colaboradores atuam atualmente nas indústrias de soja e trigo da cooperativa. “Hoje, a ausência dessa mão de obra não afetaria significativamente o ritmo de expansão da Cooperalfa, mas é uma situação que preocupa para o futuro”, observa.
Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros
Entre os colaboradores estrangeiros da cooperativa, os venezuelanos representam a maioria. Conforme Janete, o grupo é formado predominantemente por jovens com ensino médio completo.
A diversidade de nacionalidades aumentou nos últimos anos, acompanhando o movimento migratório observado em diversas regiões do Brasil. Mesmo assim, a cooperativa registra índices de permanência mais elevados entre os trabalhadores brasileiros. “Felizmente, a menor rotatividade e a maior permanência ainda estão entre os trabalhadores brasileiros, o que reduz nossa dependência da mão de obra estrangeira”, destaca a gerente de RH.
Integração e qualificação
A adaptação cultural e a comunicação são os principais desafios enfrentados no processo de integração dos trabalhadores estrangeiros. A barreira do idioma tende a ser superada gradualmente por meio da convivência diária e dos treinamentos promovidos pelo departamento de Recursos Humanos. “O principal desafio é a comunicação entre os colegas e a adaptação ao novo ambiente. Com o tempo, porém, a integração acontece naturalmente”, explica Romeo.
Automação será cada vez mais necessária
Diante das dificuldades crescentes para contratação de mão de obra, a automação vem ganhando espaço nos projetos da cooperativa. Para Romeo Bet, os investimentos em tecnologia não apenas aumentam a eficiência operacional, mas também ajudam a suprir vagas que se tornam cada vez mais difíceis de preencher. “A automação nas indústrias e nos demais processos operacionais é uma alternativa para suprir a falta de mão de obra e representa uma tendência para os próximos anos”, afirma.
Ao projetar o futuro da Cooperalfa, o presidente acredita que a continuidade da expansão dependerá diretamente da capacidade de incorporar novas tecnologias aos processos produtivos. “Dependendo da disponibilidade de mão de obra, precisaremos incluir cada vez mais a automação em nossos projetos futuros, caso queiramos continuar expandindo nossas atividades”, ressalta.
Preocupação para os próximos anos
Apesar da crescente participação de estrangeiros em alguns setores, uma eventual interrupção da chegada desses trabalhadores ao Brasil não teria impacto imediato sobre as operações da Cooperalfa, devido à sua baixa representatividade no quadro funcional atual. Ainda assim, Romeo Bet avalia que o cenário exige atenção. “Hoje, apenas 1,7% dos nossos colaboradores são estrangeiros, o que não causaria impacto significativo nas operações. Porém, é uma questão que merece acompanhamento e preocupação para o futuro”, conclui.
Fonte: Assessoria de Imprensa Cooperalfa
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